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Em 2007, no bairro Santa Teresa, São Leopoldo/ RS, nas dependências da Escola
Estadual Amadeo Rossi um grupo de mulheres realizava como parte de um trabalho
voluntariado coordenado pelas MISSIONÁRIAS DE CRISTO RESSUSCITADO o almoço para
as crianças da comunidade. Neste espaço, foi constatada a necessidade das mulheres de
sustentar as suas famílias e de não possuírem condições e oportunidades no mercado de
trabalho. Frente a esta constatação, acompanhadas por uma irmã missionária, as
integrantes decidiram procurar uma alternativa de trabalho em conjunto. Neste processo
surgiram perspectivas na área de produção de alimentos, artesanato ou produtos de
limpeza a partir do óleo de cozinha reciclado. Assessoradas nesta tomada de decisão pela
coordenadora do Programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários –
Tecnosociais, da UNISINOS, acolheram a última sugestão. Após realizarem o levantamento
das competências de cada uma das mulheres e o interesse da comunidade, discutiram e
analisaram os riscos e benefícios da proposta, levando em consideração vários aspectos,
entre os quais a degradação acelerada do Rio dos Sinos nas últimas décadas. Através da
Caritas de Novo Hamburgo, receberam formação para a produção de sabão departe de
uma professora de química, dita formação era realizada na Associação de Moradores do
Bairro São Jorge. A partir de 2008 o grupo de mulheres passa a integrar o Fórum de
Economia Solidaria de São Leopoldo, além de outros espaços de discussão, mobilização
e comercialização. No ano seguinte (2009), sob a denominação de GRUPO MUNDO MAIS
LIMPO, tornaram-se incubados pelo Programa Tecnosociais, cuja assessoria tem sido
fundamental na permanência, no crescimento e na evolução do grupo, como também o
tem sido o apoio de duas irmãs Missionárias de Cristo Ressuscitado, que fazem parte do
grupo desde o início. Nesse tempo, apresentaram ao Secretário Municipal do Meio
Ambiente o desafio que era recolher, no sistema porta a porta, o óleo descartado pela
população. O poder público acolheu a reivindicação e determinou que o Programa de
Coleta Seletiva do município realizasse o recolhimento e entrega do material na sede do
grupo, espaço cedido em outubro de 2009 cujo uso se efetivou em maio de 2010. A
cedência do local foi feita através de um convenio entre a Prefeitura de São Leopoldo e o
Programa Tecnosociais. Ainda neste ano, algumas professoras da UNISINOS elaboraram
um projeto para ser apresentado na Universidade Solidária (UNISOL), que esse foi
aprovado no início de 2010 e renovado até 2012, ano em que se percebeu a necessidade
de avançar para a legalização no formato de uma cooperativa, pois mesmo com o
aprimoramento da qualidade dos produtos, o grupo não conseguia melhorar as vendas
pela falta da nota fiscal. Este processo concretizou-se em 2014, quando por meio da ajuda
voluntária dos serviços profissionais das empresas SINDIMETAL, STHIL e SAP, no início de
2014 o projeto passa a obter a figura jurídica de COOPERATIVA DE TRABALHO MUNDO
MAIS LIMPO. No ano 2013 através do SAP entraram em contato com a Cooperativa
professores do curso de graduação do curso de Administração da UNISINOS, no ano 2014
e 2015, através de TECNOSOCIAS, iniciou-se um voluntariado acadêmico com uma
professora e dois alunos do Curso de graduação de Farmácia da UNISINOS, no intuito de
melhorar os produtos já desenvolvidos, posteriormente no ano 2015 logra-se uma parceria
com o curso de Letras da Unisinos com quem se começa um curso de alfabetização para
as mulheres da cooperativa e da comunidade delas. Todas essas parcerias mantem-se
vigentes até a atualidade.
A cooperativa inferiu um alto nível de desenvolvimento como lugar de empoderamento
feminino e de cuidado com o meio ambiente. No entanto, se faz necessário fortalecer sua
dimensão de empreendimento como geração de renda para as cooperativadas, pois ainda,
depois de dez anos de resistência, luta e esforço, os recursos não são suficientes para uma
remuneração digna das cooperadas. A venda dos produtos, única fonte de ingresso da
cooperativa, ainda é restrita pela falta de aprovação dos registros relacionados com a
resolução RDC No 47, DE 25 DE OUTUBRO DE 2013 que trata do Regulamento
Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes o que está afetando
diretamente o faturamento da cooperativa, a renda das mulheres e a capacidade da
cooperativa de alavancar recursos de modo a investir no seu crescimento. Para tanto, faz-
se necessárias ações de estruturação, qualificação e difusão do trabalho sócioambiental
da cooperativa, a fim de ampliar a produção e comercialização.
Por outro lado, percebe-se nos últimos tempos, uma redução na quantidade e
qualidade de óleo que a cooperativa recebe através do programa da coleta seletiva do
município fazendo-se cada vez mais necessárias ações que sensibilizem à população
sobre a importância do correto descarte do óleo e sobre a importância do trabalho sócio
ambiental que a cooperativa realiza no município. Contudo, na atualidade a Cooperativa
procura o fortalecimento técnico através da capacitação das cooperadas e da adequação
da estrutura de trabalho como parte do processo de regulamentação segundo os órgãos
fiscais estabelecem. Paralelamente continua desenvolvendo um aporte no processo de
educação médio ambiental da cidade por meio da sensibilização ao cuidado da natureza
e valorização do trabalho sócio ambiental realizado por meio de oficinas, rodas de
conversas e participação em diversos espaços público. Dentro do contexto de busca de
valoração do trabalho das mulheres na luta pela inclusão no mercado de trabalho a
cooperativa continua a lutar pelo seus direitos e reconhecimento público.



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